"JARDIM PARA BORBOLETAS" - Homenagem a “Maria de Custodinha” será nesta quarta
13/03/2019 08:37 em Novidades

Texto: Pedro Neto/Fotos: Pedro Neto e acervo pessoal

 

Será nesta quarta-feira, 13, a partir das 18 horas, a solenidade em homenagem à lavadeira, cozinheira e ex-moradora da tradicional e folclórica Baixada da Matriz, Maria da Conceição Silva, popularmente conhecida como “Maria de Custodinha”. Falecida em 1972, com mais de 80 anos, deixou um legado de saudades pela sua solidariedade para com os semelhantes e, também, pelo incentivo às manifestações folclóricas. A cerimônia faz parte do programa “Jardim para Borboletas”, da Prefeitura de Montes Claros. Esta será a terceira de uma série de 10 homenagens previstas pelo Programa.

 

Esta semana foram intensificadas as ações para a conclusão das obras no Trevo da Sion, no cruzamento das avenidas Dulce Sarmento e Deputado Plínio Ribeiro, onde uma escultura gigante de borboleta, cor laranja, está sendo instalada. O local foi revitalizado com novo paisagismo para embelezar a base da escultura. A obra, feita de sucata e aço, é de autoria do artista plástico Gu Ferreira.

 

O “Jardim para Borboletas”, que tem como objetivo homenagear mulheres que foram e que são destaques na sociedade, é vinculado ao Programa “Para Além das Prisões”, parceria da Prefeitura de Montes Claros com o Ministério Público (MP). Já foram homenageadas a promotora Ana Heloísa Marcondes Silveira e a enfermeira Antônia Colares (Tonha da Santa Casa).

 

Maria de Custodinha foi cozinheira do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e lavadeira de roupa. Era muito solidária, conhecida por prestar todo e qualquer tipo de ajuda aos semelhantes. Contribuiu muito para a propagação das manifestações folclóricas de Montes Claros e do Norte de Minas, uma vez que, desde criança, fez questão de participar dos cortejos e das festas tradicionais ao lado dos familiares, principalmente do irmão, José Raimundo da Silva. Após o falecimento de José Raimundo, ela se empenhou ainda mais nas atividades folclóricas, e foi uma das principais organizadoras do Terno de São Benedito, sendo uma das primeiras mulheres a assumir este papel, em Montes Claros. Atuou na confecção de roupas e adereços e também era rigorosa na organização dos cortejos.

 
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